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Ainda vale a pena investir em um e-commerce?

Durante anos o mercado digital se mostrou uma ótima alternativa de investimento. Agora, após a crise econômica enfrentada pelo Brasil e os altos números de players no segmento, os empreendedores começam a se contestar se esse ainda é um bom negócio.

Paulo Fernandes

Por Paulo Fernandes

Ainda vale a pena investir em um e-commerce?

As fortes mudanças enfrentadas pelo Brasil, somadas a crise econômica e política ocorridas em 2017, colocaram muitos pontos de interrogação na cabeça dos empreendedores.

As incertezas, sobre as vantagens de empreender em terras verde e amarela, chegaram até o mercado digital, colocando uma pergunta em pauta: “Ainda vale a pena vender pela internet?”.

Apesar de pertinente, a resposta para essa pergunta é simples: SIM!!

Para ilustrar os motivos, nesse artigo vamos discorrer sobre os diversos pontos dessa questão e esclarecer as vantagens e dificuldades de atuar nesse ambiente. Como primeiro passo, vamos explorar os números do mercado.

Um ponto fora da curva

Mesmo com o país enfrentando diversas dificuldades, o mercado de e-commerce parece não se abalar, seguindo na contramão e apontando anos seguidos de alta. Só em 2017, o segmento alcançou uma alta de 10,3% no volume de clientes, e 3,9% no número de pedidos, segundo a 36° edição do relatório Webshoppers, publicadas pelo Ebit.

Esse crescimento não parece ter o fim tão próximo. Segundo informações da ABComm, é projetado um crescimento de 15% no faturamento durante o ano de 2018, esse valor resultaria em um faturamento de 69 bilhões de Reais.

Essas altas constantes mostram a força e estabilidade do mercado digital. Isso já torna o ambiente favorável para os investidores, que tem uma perspectiva em longo prazo sobre o cenário.

Certo, os ventos do mercado são favoráveis, mas para quais pontos fortes e fracos devo me atentar?

Pontos fortes X Pontos fracos

Muitos fatores tornam favoráveis os investimentos em um e-commerce. Essas características, aliados a uma forte tendência de crescimento do mercado, tornam o setor um espaço muito interessante para se empreender.

Os pontos fortes se situam na facilidade de alcançar novos clientes, na praticidade para o consumidor e baixo investimento, em vista ao retorno.

Pontos fortes

1º - Sem barreiras territoriais

Diferente do comercio físico, os e-commerces não tem limitações territoriais. Você pode vender e entregar os seus produtos para qualquer pessoa do mundo, com tanto que tenha uma boa empresa de entrega. Isso gera novas possibilidades de vendas, tornando o seu leque de clientes maior.

2º - Aberto 24Hrs

Outro fator que gera novas oportunidades é o período de funcionamento. Uma loja online funciona 24hrs por dia, 7 dias por semana nos 365 dias do ano, ou seja, não existem hora que os clientes não possam comprar.

3º - Comodidade para o cliente

Além de estar disponível 24hrs, o comercio eletrônico é mais cômodo para o consumidor. Ele não precisa perder horas do dia no trânsito e procurando vagas para estacionar. O site pode ser acessado de qualquer lugar, seja através do celular ou de um computado.  

4º - Crescimento na adesão

Os três primeiros fatores listados mostram as principais vantagens dos e-commerces para os clientes. Esses benefícios já são percebidos pela maioria do público, tanto que grande parte tem como primeira opção a compra online. Podemos tirar como exemplo o mercado editorial, no qual as lojas virtuais já somam 30% do faturamento do segmento, segundo o Ebit.

5º- Marketing assertivo

Um dos pontos mais complicados quando abrimos uma empresa é o marketing. Esse fator crucial acaba sendo mal aplicado por muitos empreendedores, o que leva ao desperdício de dinheiro. Isso ocorre principalmente pela falta de conhecimento do proprietário sobre o seu público-alvo.

No digital, boa parte desse problema é solucionado, já que graças a diversos programas podemos ter acesso a informações detalhadas do consumidor. Com isso, a elaboração de campanhas e anúncios torna-se mais eficiente.

Pontos fracos

Apesar de ter muitos pontos positivos, os e-commerces também possuem o seu calcanhar de Aquiles. Esses pontos negativos são supridos pelas vantagens citadas anteriormente, porém, é necessário ficar atento a essas adversidades, para não ser pego de surpresa.

1º - Briga boa

A entrada de grandes players no mercado online aumentou ainda mais a competitividade no segmento. Agora, além dos pequenos e médios empreendedores, você também vai precisar brigar por espaço com as principais companhias do país, como Magazine Luiza, Lojas Americana, Casas Bahia etc.

2º - Atenção com a entrega

Com a expansão do seu campo de vendas, surge à segunda dificuldade dos e-commerces, a logística. Esse tópico é peça fundamental no funcionamento da loja, pois sem ela os seus consumidores não receberão os produtos.

Por isso, será necessária a escolha de uma boa empresa de entrega, que atenda os seus clientes sem altos custos de frete.

3º - Vem fácil, vai fácil

Da mesma forma que o cliente entra na sua loja com poucos cliques, ele precisa de apenas um para sair. Com um mundo de possibilidades e distrações batendo na porta, o consumidor não tem barreiras para deixar o seu site de lado e partir para outro.

Por isso, é importante ter um ambiente agradável e de fácil navegação. Quanto mais rápido os clientes conseguirem finalizar a compra, mais difícil é perdê-lo.

Certo, pontos fortes listados, pontos fracos também. Podemos ver que as vantagens são maioria, e que as desvantagens podem ser resolvidas com uma boa dose de trabalho. Mas, de nada adianta o mercado estar a favor e as vantagens serem muitas se você não tem dinheiro para investir. Então, chegamos à pergunta: “quanto custa para abrir um e-commerce”.

Quanto custa um e-commerce?

Assim como qualquer empreendimento, um e-commerce necessita de investimento financeiro e de tempo. Hoje, comparado a uma loja física, um negocio online precisa de menos capital para ser viabilizado.

Apesar de diferentes, os custos entre os dois formatos tem suas similaridades. Gastos como contador, abertura de empresa e sistema de gestão, serão comuns entre os dois. Nos demais pontos é que aparecem as diferenças:

E-commerce

  • Abertura de empresa: R$ 1.500
  • Plataforma de e-commerce: R$ 5.000
  • Manutenção plataforma: R$ 300/mês
  • ERP (sistema de gestão): R$ 100/mês
  • Contador: R$ 500/mês
  • Total: R$ 7.400

Varejo Offiline

  • Abertura de empresa: R$ 1.500
  • Reforma do ponto: R$ 5000
  • ERP (sistema de gestão): R$ 100/mês
  • Contador: R$ 500/mês
  • Aluguel do ponto: R$ 1200/mês
  • Água: R$ 20/mês
  • Luz: R$ 150/mês
  • Internet: R$ 150/mês
  • 1 Funcionário: R$ 2.000/mês
  • Total: R$ 10.620

Diferença: R$3.220

Obviamente, os valores podem mudar dependendo da sua região e das necessidades. Mesmo assim, podemos obervar que a diferença entre os investimentos é grande, aproximadamente R$ 3.220.

Grande parte dessa variação se da pelo “ponto”, que inclui aluguel, personalização do espaço, contas de água, luz e internet. Já no online, esse fator tem um custo bem menor, sendo direcionando para o site e sua manutenção.

Resumindo, mais um ponto para os e-commerces.

Depois de toda essa jornada, a qual conclusão chegamos?

Conclusão

Observamos que mesmo em meio a tantas adversidades o mercado de e-commerce permanece forte e com tendência de crescer. Isso se da graças as suas características, repleta de pontos fortes, e de um custo baixo para iniciar o empreendimento.

Dessa forma, vemos que o segmento ainda é uma ótima alternativa para vender os seus produtos, seja você dono de uma grande empresa ou novo empreendedor.


Paulo Fernandes

Por Paulo Fernandes